Quando a mulher engravida, a cultura e os medias tendem a representar o parto como algo incrivelmente traumático e doloroso.

Estas crenças, o receio do desconhecido e um ambiente de gravidez inadequado, geram, na grávida, uma mensagem inconsciente de possível “ameaça”.
Mesmo sabendo que está segura, tudo isto acontece de forma totalmente involuntária na cabeça da grávida e é altamente improdutivo para o nascimento.

Assim, na hora do parto, a maioria das mulheres entra instintivamente e involuntariamente em “modo de sobrevivência” dando origem a alterações físicas no fluxo sanguíneo, na respiração e na tensão muscular.

Por outro lado, o parto progride com uma hormona chamada Ocitocina, fundamental para o bom desenvolvimento do nascimento. Para produzir Ocitocina a mãe deve estar tranquila, pois, se está em tensão, não a produz na quantidade necessária para um nascimento confortável.

Durante o nascimento, os músculos do útero estão em plena atividade e, tal como qualquer outro músculo, precisam de hidratação, energia e boa irrigação sanguínea.

Ora, o “Sistema de Sobrevivência” provoca exatamente o resultado oposto. Torna os músculos tensos e com pouca irrigação, cansando-se mais facilmente e criando desconforto físico.

Perceba, no vídeo abaixo, a diferença entre os músculos que trabalham em tensão e  os que trabalham em relaxamento.

Este é um dos pontos mais trabalhados no Hypnobirthing: evitar que mãe ative o seu sistema de sobrevivência com um conjunto de técnicas que usa nas várias fases do parto. Eliminando a tensão que provoca alterações hormonais improdutivas, o nascimento torna-se obviamente mais rápido e mais confortável.

Como percebeu pelo exercício acima, esta é uma das razões pela qual a mãe Hypnobirthing tem um parto mais confortável, mas não é apenas um programa com a mãe pois o casal trabalha em equipa para que o nascimento seja uma experiência positiva, harmoniosa e inesquecível.